btn_subscribe-top
btn_give-a-gift
btn_login
btn_signup
btn_rss

The Challenges to Aspiring Afro-Brazilian Entrepreneurs

January 10, 2012

by Paulo Rogério

Please find the original text below, submitted in Portuguese.

Brazil’s black community faces many social and political problems, but a lack of economic opportunities is what most prevents this population from climbing the income ladder. According to Brazil’s National Association of Collective Black Entrepreneurs (Associação Nacional dos Coletivos de Empreendedores Negros, or ANCEABRA), the majority of Afro-Brazilians are in the informal workforce because of a lack of opportunities in the formal sector. Many Afro-Brazilians also face difficulty in opening legitimate, lasting businesses, with ANCEABRA reporting that only 3.8 percent of Afro-Brazilians identify professionally as entrepreneurs.

Comment on this post

Why are Afro-Brazilians unsuccessful as entrepreneurs? Three factors are at play: a lack of societal encouragement to become entrepreneurs; family members without any history in creating their own enterprises; and, above all, the persistent difficulty of accessing capital. Brazil also has never had a public policy that sought to specifically promote black-managed enterprises.

This systemic problem presents a form of “black invisibility” in the business sector. This invisibility stands in stark contrast to Brazil’s position as one of the top-five countries in terms of entrepreneurship. Brazil’s enviable ranking puts it ahead of several enterprising European countries—yet most of these Brazilian enterprises are neither started nor managed by Afro-Brazilians.

But there’s more to this great challenge. A survey by the Ethos Institute showed that female Afro-Brazilians comprise only 0.5 percent of the top corporate executives of the 500 largest companies in Brazil. Our country, which proudly presents itself as a multicultural and multiracial nation, is ranking behind nations with similar ethnic compositions.

In the United States, the African-American community is responsible for generating 1.9 million businesses—reflecting the stronger purchasing power of this demographic. According to a September 2011 report by Nielsen, “The State of the African-American Consumer,” the purchasing power of the African-American community in 2015 will be $1.1 trillion. This buying power contributes to an economic engine that will help lift the U.S. out of economic recession.

South Africa—a country that went through decades of institutionalized segregation—has undertaken legislative measures to create a black entrepreneurial middle class.

On example: the Black Economic Empowerment (BEE) initiative. This law ensures that any company that enters into a contract with the federal government is required to do the following: hire black employees among the management team; promote executive education courses for black employees; and only outsource services to other BEE-participating companies. As a result, this policy has contributed to greater income equality in South Africa.

In Brazil, the purchasing power of the black community also increased significantly in the last decade. Public data and a study by the Fundo Baobá nongovernmental organization note that about 100 million Brazilians of African origin are generating roughly 673 billion reais (nearly US$361 billion).

But the potential for Afro-Brazilians is even higher. Solutions that promote greater entrepreneurship among Afro-Brazilians will generate more wealth, reduce the inequality gap and thus help the continued prosperity for all Brazilians.

The 2014 FIFA World Cup and the 2016 Olympic Games are ideal opportunities to promote socially inclusive policies for Afro-Brazilians. A robust black entrepreneurial market in Brazil can be created through venture capital, joint ventures and angel investors.

Afro-Brazilian youth have the desire to launch these enterprises, but the thousands that graduate from college each year need an economic stimulus to fulfill their dreams. For example, Afro-Brazilians are very familiar with Brazil’s tourism and entertainment industries; blacks are the face of Brazil abroad with our diverse culture, music and history. Cosmetics and fashion are other big potential markets for the creation of black businesses. The Instituto Feira Preta, founded 10 years ago in São Paulo, is an exemplar of this type of potential. 

As part of Brazil’s economic boom, it makes political and economic sense to enact a genuine policy of social inclusion by way of entrepreneurship. If we don’t seize the moment, Brazil might continue for another 50 years with unfair economic inequality.

President Dilma Rousseff had a slogan: “País rico é país sem miséria” (“a rich country is a country without poverty”). But we should also say: “País sem miséria é país empreendedor” (“a country without poverty is an entrepreneurial country”).

For this, Brazil needs proper buy-in from the public and private sectors—then a wave of entrepreneurship can really happen.

Desafios para a consolidação do empreendorismo negro no Brasil

A comunidade negra brasileira sofre por diversos problemas sociais e políticos, porém um dos grandes obstáculos para a ascenção dessa comunidade está relacionado a falta de oportunidades para empreender. Segundo estudo da Associação Nacional dos Coletivos de Empreendedores Negros (ANCEABRA), somente 3,8 por cento dos negros conseguem ser empreendedores no Brasil, embora sua população de origem africana seja superior a marca de 50 por cento da nação.  Apesar disso, os números também mostram que o segmento negro é maioria no setor informal, justamente pela falta de oportunidades de emprego formal e da dificuldade de abertura de empresas legalizadas.

Os desafios para a criação de empresas pelo público afro-brasileiro passam pela falta de estímulo ao empreeendedorismo,  a ausência de tradição familiar e sobretudo, a dificuldade de acesso ao capital. O Brasil nunca teve uma política pública focada na promoção de empreendimentos gerenciados por negros.

Essa realidade de invisibilidade negra no setor empresarial contrasta com a posição do Brasil no ranking mundial do empreenedorismo, que o coloca na 5ª posição à frente de diversos países da Europa. Em geral, os empreendimentos de sucesso são gerenciados por homens brancos da região sudeste do Brasil. Uma pesquisa do Instituto Ethos mostrou, por exemplo, que as mulheres negras são apenas 0.5 por cento dos executivos das 500 maiores empresas do país.

O Brasil, que orgulhosamente se apresenta com uma nação mulicultural e multirracial, está atrás de nações com semelhantes composições étnicas. Nos Estados Unidos, somente a comunidade afro-americana é reponsável pela geração de 1.9 milhão de negócios.  Esse número reflete como o poder de compra dessa comunidade. De acordo com o “The State of the African-American Consumer Report”, um relatório sobre negócios da comunidade negra estadunidense, nos Estados Unidos, no ano 2015, o poder de compra da comunidade afro-americana será de 1.1 trilhão de dólares - o que deve gerar ainda mais negócios para a comunidade negra, apesar da já conhecida crise econômica que aquele país enfrenta. 

Na África do Sul, país que passou por décadas de segregação formal,  uma legislação vem ajudando a criação de uma classe média negra empreenedora, a Black Economic Empowerment (BEE). Basicamente, essa lei garante que para uma empresa fazer contrato com o governo precisa ter cotas de negros na sua gestão, fazer cursos para formação de executivos negros e somente tercerizar serviços com outras empresas também certificadas no programa. Essa política tem contribuído para a distribuição de renda sul-africana.

No Brasil, o poder de compra da comunidade negra também aumentou significativamente na última década.  De acordo com o estudo do Fundo Baobá/Data Popular, os aproximadamente 100 milhões de brasileiros de origem afro movimentam cerca de R$ 673 bilhões por ano. A questão que se coloca para os próximos anos é  como essa população pode tornar-se também empreendedora e gerar mais riqueza para o país.

A Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 são grandes oportunidades para que sejam realizadas políticas públicas para o aumento do potencial empreendedor da comunidade negra brasileira. É preciso atrair investimentos por meio de fundos de capital, criar  joint ventures e atrair os chamados “investidores-anjo” para que potencializem e criem no Brasil um expressivo mercado empreendedor negro.

Oportunidades não faltam para empreender, porém  milhares de jovens que saem anualmente das universidades precisam de um estímulo para isso. Por exemplo, turismo e entretenimento são áreas nas quais a população negra historicamente tem conhecimento. Todos sabem que os negros são a cara do Brasil no exterior, com sua culinária, música e história. Cosméticos e moda são outros grandes mercados em potencial para a criação de negócios negros. A Feira Preta, realizada há 10 anos em São Paulo, é um exemplo do potencial desse segmento.

Os fatos comprovam. Ou o Brasil aproveita o boom econômico, único na história, para efetivar uma verdadeira política de inclusão social pelo empreendedorismo, ou continuaremos vendo por mais 50 anos os tristes números da desigualdade.  A presidente Dilma Rousseff lançou como seu slogan de gestão a frase “País rico é país sem miséria”.  Mas, podemos dizer também “País sem miséria é país empreendedor”. Que o Brasil faça sua parte.

Tags: Brazil, Social inclusion, unemployment, Youth, Market Access, Afro-Latino, Entrepreneurship

To speak with an expert on this topic, please contact the communications office at: communications@as-coa.org or (212) 277-8384.
blog comments powered by Disqus


To speak with an expert on this topic, please contact the communications office at: communications@as-coa.org or (212) 277-8384.

 
 

Most Popular

MOST POPULAR ON AQ ONLINE

  • Most Viewed
  • Past:
  • 1 day
  • 1 week
  • 1 month
  • 1 year

AQ and Efecto Naím: NTN24 Partnership

June 1: This AQ-Efecto Naím segment looks at sustainable cities in the hemisphere.

 

Connect with AQ

Stay up to date on the latest site content and developments. Click on the logos below to 'like' us on facebook and follow us on twitter.

NOW ON AS/COA ONLINE

Loading...